Amanheceu o dia calado como a noite
entorpecido pela ausência do teu falar.
Precisei recorrer em pensamentos
lembranças boas pra poder, então, te abraçar.
Recordei-me do som do teu riso escancarado,
que demonstrava a falta de receio que tinhas de ser.
E me vi novamente admirando-te, tua beleza voluptuosa
que deixava minh'alma fascinada, à incandescer.
Doeu o peito quando senti o cheiro do teu perfume
era quase como se pudesse te tocar,
mas meus desvaneios escorriam por entre meus dedos
e tua imagem tão clara, num instante, tornava a embaçar.
Ah incerteza! Vai-te embora, deixa-o de volta constituir-me lar.
Nossas tardes tão curtas pra imensidão de nós dois
ressoavam em minha mente, deixando o coração a palpitar
teu olhar que silenciosamente falava mais que palavras
traduziam bem, o que em versos de amor, sempre procurei te dar.
Nossas tardes tão curtas pra imensidão de nós dois
ressoavam em minha mente, deixando o coração a palpitar
teu olhar que silenciosamente falava mais que palavras
traduziam bem, o que em versos de amor, sempre procurei te dar.
Mas aquele dia feito noite, soprava vento frio
arrepiando cada vértebra, ouriçando meus pêlos de temor.
O tic tac lento do relógio, trazia à tona o grito preso na garganta
evidenciado no choro forte de dor.
Ah coração, seja forte! é temporária essa solidão!
Foi quando senti repentino, teus braços no meu,
e a certeza que no peito, na realidade, nunca deixou de habitar.
Pois com um sopro de Deus eu sabia:
Meu amor, fomos feitos eternamente, pra durar.
Foi quando senti repentino, teus braços no meu,
e a certeza que no peito, na realidade, nunca deixou de habitar.
Pois com um sopro de Deus eu sabia:
Meu amor, fomos feitos eternamente, pra durar.
